A Amazônia no Império

Rafael Chambouleyron

Este texto procura refletir sobre um espaço bastante conhecido, embora de fronteiras não muito precisas: a região amazônica. O capítulo se constrói a partir da ideia dos organizadores do livro O Antigo Regime nos Trópicos, quando estes explicam que os textos da obra “discutem e analisam o ‘Brasil-Colônia’ enquanto parte constitutiva do império ultramarino português”1. A proposta é justamente a de refletir sobre a Amazônia colonial como parte constitutiva do império ultramarino português. Meu argumento aqui é que a experiência histórica da Amazônia colonial (termo, aliás, inexistente na época), região que em parte se confunde com um território colonial português mais amplo, o Estado do Maranhão e Pará, pode nos ajudar a pensar uma história da América portuguesa mais complexa, a partir de outras chaves interpretativas para além da centralidade do tráfico negreiro, do Atlântico Sul e da oposição litoral/sertão, que têm sido privilegiadas pela historiografia, a tal ponto de constituírem quase que uma metanarrativa da formação do Brasil colonial.

Investigamos o impacto socioambiental do colonialismo moderno na amazônia

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Esta página web foi realizada com o auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O conteúdo é de responsabilidade do projeto “Entre um passado profundo e um futuro iminente: ação humana e impacto ambiental do colonialismo moderno na amazônia (séculos XVI-XVIII)”, e de modo algum se deve considerar que reflita a posição da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Auxílio à Pesquisa – Proposta Inicial Processo n. 2022/02896-0.

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