A tripla crise planetária das mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade exige abordagens de políticas públicas mais holísticas, abrangentes e integradas. No âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, essa crise destaca conflitos significativos sobre formas de conhecimento e conceituação, afetando a forma como as políticas internacionais são formuladas. Os sistemas de conhecimento indígenas têm sido cada vez mais reconhecidos por seu papel vital no enfrentamento dos desafios do Antropoceno. Instituições como o Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas enfatizam a importância crítica, embora nem sempre reconhecida, dos territórios indígenas, que contêm 80% da biodiversidade mundial. Aqui, mostramos que pesquisas em paleoecologia, arqueologia e história demonstram a importância de longo prazo do conhecimento tradicional e das práticas indígenas de gestão da terra para a dinâmica contemporânea dos ecossistemas.
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