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O Atlas

O desenvolvimento do Atlas da Amazônia Colonial está sendo impulsionado pelos princípios da ciência aberta. Esta abordagem permite o compartilhamento e a colaboração entre pesquisadores, promovendo a transparência e a acessibilidade de dados. A primeira etapa está envolvendo o ajuste e integração de dados de dois bancos de dados pré-existentes: o AmazonArch e o Vilas Indígenas Pombalinas (VIP). A seguir, explicamos o processo metodológico utilizado para consolidar e organizar essas informações de maneira eficiente e acessível.

1. Descrição dos Bancos de Dados Utilizados

AmazonArch

O AmazonArch (Rede de Sítios Arqueológicos da Amazônia) é uma rede de pesquisadores que compartilham dados sobre sítios arqueológicos na Amazônia. A rede foi criada com o objetivo de compilar e sistematizar dados arqueológicos em um banco de dados georreferenciado. Este banco de dados está em constante atualização com dados primários fornecidos por pesquisadores e informações extraídas da literatura publicada.

  • Conteúdo do AmazonArch: O banco contém informações de mais de 4.000 sítios arqueológicos na Bacia Amazônica. Cada sítio possui dados como coordenadas geográficas, datas cronológicas (absolutas ou relativas) e, em alguns casos, informações detalhadas sobre características ecológicas, etnobotânicas e arqueobotânicas dos arredores. Estes dados têm níveis variados de precisão, indicando a fonte e qualidade dos dados obtidos.

Vilas Indígenas Pombalinas (VIP)

O projeto VIP é uma iniciativa colaborativa focada na sistematização de dados sobre a territorialização de povos indígenas durante as reformas pombalinas (a partir de 1755) e o período do Diretório dos Índios. O projeto reúne informações sobre pelo menos 191 vilas e aldeamentos indígenas no Brasil e no Grão-Pará e Maranhão, organizados de acordo com a divisão administrativa colonial da época.

  • Conteúdo do VIP: O banco contém informações georreferenciadas sobre aldeamentos, missões religiosas e outras povoações indígenas, incluindo aquelas que ficaram menos afetadas pelas legislações reformistas. As informações estão disponíveis em uma planilha e em um mapa interativo, acessíveis para consulta e pesquisa. Este banco de dados é uma ferramenta essencial para projetos pedagógicos e reivindicações indígenas de terra e cidadania

2. Processo Metodológico de Filtragem e Integração de Dados

Para a criação do Atlas, estão sendo realizadas as seguintes etapas metodológicas:

  • Filtragem de Metadados: Iniciamos com a filtragem dos metadados dos bancos AmazonArch e VIP para extrair as informações mais relevantes para o Projeto Atlas da Amazônia Colonial. Este processo nos permite focar nos dados úteis para a construção do Atlas, facilitando a integração das informações de diferentes fontes.

  • Seleção de Registros Específicos: No caso do AmazonArch, optamos por utilizar apenas os registros arqueológicos mais recentes, a partir do ano 1000 d.C., reduzindo o banco para aproximadamente 130 registros. Essa seleção foi feita para focar nos dados mais representativos do período colonial.

  • Integração de Banco de Dados de Aldeamentos e Missões: Após o processo de filtragem, estamos integrando nosso próprio banco de dados com informações sobre aldeamentos e missões religiosas. Essa integração é essencial para enriquecer o Atlas com dados sobre a presença missionária e a organização territorial indígena na Amazônia colonial.

3. Próximas etapas

  • As próximas fases do projeto incluem a complementação e refinamento dos dados por meio da convergência entre os bancos de dados preexistentes e aqueles desenvolvidos especificamente para esta iniciativa. Além disso, será realizado o mapeamento da geolocalização de todos os pontos de interesse identificados.

  • Em seguida, será estruturado um banco de dados voltado para a análise dos deslocamentos territoriais, bem como para o registro de vestígios de plantas encontrados tanto nos sítios arqueológicos quanto em florestas antropogênicas.
Investigamos o impacto socioambiental do colonialismo moderno na amazônia

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Esta página web foi realizada com o auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O conteúdo é de responsabilidade do projeto “Entre um passado profundo e um futuro eminente: ação humana e impacto ambiental do colonialismo moderno na amazônia (séculos XVI-XVIII)”, e de modo algum se deve considerar que reflita a posição da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Auxílio à Pesquisa – Proposta Inicial Processo n. 2022/02896-0.
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