A formação das sociedades amazônicas brasileiras

Mark Harris

Este livro explora esse mundo colonial, quando Belém se tornou o centro de uma vasta rede fluvial interior quase do tamanho dos Estados Unidos. Todos os rios levavam a Belém. Esse foi o espaço moldado pelo colonialismo português, a serviço de um império sediado do outro lado do oceano, em Lisboa. A força de atração de Belém persiste até hoje, visível em eventos como o desfile fluvial da COP30. Mas a Amazônia sempre abrigou outros tipos de espaços — sobretudo, territórios indígenas. A tese deste livro é que esses espaços eram mutuamente constitutivos. Para compreender a Amazônia, precisamos reconhecer como as histórias e as culturas dos povos que moldaram esses lugares colidiram, se entrelaçaram e se transformaram mutuamente, especialmente por meio das formas como eles ganhavam a vida a partir de seus recursos. A Amazônia contemporânea é um produto dessas dinâmicas: ela inclui tanto aqueles que a defendem e cuidam dela quanto aqueles que a exploram e a devastam.

Investigamos o impacto socioambiental do colonialismo moderno na amazônia

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Esta página web foi realizada com o auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O conteúdo é de responsabilidade do projeto “Entre um passado profundo e um futuro iminente: ação humana e impacto ambiental do colonialismo moderno na amazônia (séculos XVI-XVIII)”, e de modo algum se deve considerar que reflita a posição da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Auxílio à Pesquisa – Proposta Inicial Processo n. 2022/02896-0.

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