No início do século XX, a Real Sociedade Geográfica Holandesa encomendou três expedições ao Suriname com o objetivo de mapear o território e promover a coleta de minerais, plantas e animais na região. Foram elas: Gonini (1903), Tapanahoni (1904) e Toemoekhoemak (1907). Através da análise de relatórios oficiais, diários escritos por membros das expedições, correspondência, fotografias e coleções etnográficas, botânicas, geológicas e zoológicas mantidas no Wereldmuseum, na Universidade de Leiden e no Naturalis Biodiversity Center, este artigo procura corrigir a marginalização das contribuições dos trabalhadores indígenas e maroons para o sucesso dessas expedições no Suriname, desafiando as narrativas tradicionais de exploração e “descoberta”. Nossa pesquisa ilustra como as comunidades locais foram fundamentais na curadoria das coleções atualmente mantidas no Wereldmuseum e no Naturalis Biodiversity Center, na Holanda, ressaltando a importância de reconhecer as contribuições inestimáveis de indivíduos não europeus nos anais da ciência ocidental.
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