Camila Loureiro Dias e Talles Manuel da Silva
O artigo examina as interações entre práticas agrícolas indígenas e coloniais na Amazônia portuguesa, destacando a transformação de roçados e capoeiras em espaços de exploração econômica. A partir de fontes dos séculos XVII e XVIII, discute-se o reaproveitamento das terras « cansadas » para o cultivo de gêneros comerciais e o papel de diferentes perfis de trabalhadores indígenas nesse processo. A pesquisa revela uma lógica de utilidade que reconfigura terras e populações na dinâmica econômica e contribui para a compreensão das transformações ecológicas e sociais naquele contexto, destacando as relações entre ocupação territorial, trabalho indígena e exploração de recursos naturais.
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